Homenagem
E por que é que nossas histórias têm que ter um fim?
Nossos corpos, máquinas frágeis. O dia chega, e a partida vem. Nunca esperamos, apenas sentimos sinais sutis, que nossa natureza saturada nos impede de ouvir.
A saudade fica, ficam todos aqueles que têm que sentir a dor, sem enteder o porquê. Privilegiados são os que fizeram a viagem antes, e puderam conhecer o caminho, e voltar para dar a mão aos que vão.
Privilegiados os que podem estar hoje em companhia dos que não podemos.
Uma vida de vitalidade. Uma vida de alegria, energia, paz. Uma das vidas que me deram a vida. E mais uma vida que não posso acompanhar, que não posso observar, de que não posso participar. Simplesmente porque a lei é essa e alguém quis que as coisas fossem assim.
Fico com a dor e a alegria de te saber feliz. De te saber feliz como sempre foi, onde quer que esteja.
Fico com o desconsolo, com o desconsolo e com a incompreensão, que é só o que podemos ter.
Escrito por Flávia Donadelli às 22h28
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