Depois do fim, sinto como se eu pudesse ter sido mais. Tão mais que chego a extrapolar-me na idéia.
A idade era jovem, como ainda hoje, mas a mente era insuficiente demais para o tanto que me promovi.
Me atirei, apenas com amarras frouxas. Desnecessário criar alma dessa maneira. Tão mais fácil teria sido ter ficado. Tão mais sóbria teria sido a espera do momento exato, tão mais nítido teria sido o momento, se certo.
Esculpi-me com tons exacerbados na proposta, exacerbados no dispêndio, exacerbados em sua total falta de propósito.
O que sabe uma criança do que quer que possa vir a acontecer-lhe? Uma criança, era tudo. Porém havia mais coragem.
Escrito por Flávia Donadelli às 01h38
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