Ela notou que era possível pegar os cacos o transformar num mosaico de beleza superior. Tão mais colorido, tão mais artístico, tão mais trabalhado. A nave vagante de seus sonhos continuava a boiar no mar de vácuo da sua incompletude. Não obstante a queda,ainda havia o tudo do nada pra sustentar seus vôos, e ela voava cada vez mais rápido, cada vez mais eufórica. Ela temia por tempo indeterminado. O temor era medo de não alcançar o universo novamente. No entanto, as estrelas brilhavam mais forte dessa vez (que seus olhos estavam menos cegos), o tocável objetivo das almas se mostrava roubando seus receios, que se desintegravam tímidos e hesitantes. Iam para o nunca mais e para o pra sempre. Cada um com sua graça.
Escrito por Flávia Donadelli às 14h39
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