Era a vez dos medos roubarem a cena. Nada mais nostálgico que um piano alla Jobim, nada mais exato. Eu me frustrei. Eu frustrei olhos que não mereciam. A sombra daquele medo me persegue...mais um fim mal começado, mas uma vez chutei embriões e estou chorando suas lágrimas fúnebres e prematuras. Era uma verdade certa, um respeito necessário. Não fui gente o bastante, e as chibatadas? Quero que sejam pelas minhas mãos. Não, não soube, não soube manter-me digna de qualquer sentir verdadeiro. Corto os brotos das rosas e choro com os espinhos contra a mão. Perdida na completa incoerência de querer salvar a bela roseira azul de minhas mãos despropositadas, de minha insanidade. O jeito de resgatar-se das antígonas sentimentais? Qual jeito? Qual jeito de deixar que amem minhas tãos insensíveis auto-definições?
Escrito por Flávia Donadelli às 01h38
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