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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos


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Minha saúde mental depende disso.


Eu tento ser direta em te dizer pra não ler meus escritos e acabo escrevendo isso pra dizer.

Era tão incoerente essa vontade de ser gente que resolvi fechar o caixão dos meus anseios, de ser breve ao afirmar que não há nada mesmo em mim além da vontade de sabe-se lá o que.

Não achei a literatura dos grandes em estantes pequenas (e eu não tinha escadas) , não achei o quadro perfeito com o pigmentos das flores do meu jardim, não achei a verdade suprema naquele sorriso então resolvi logo perder essas esperanças tolas de tudo encontrar nesse vazio cósmico da minha compreensão universal.

Era só esperança querer tudo, apenas tudo.

E fica só a constatação das impossibilidades.

Isso não é lamentação.



Escrito por Flávia Donadelli às 00h38
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Entre os textos de história...e as perguntas sem respostas

E daí se à cor dos tempos meus legados se perderão, e daí?

A tenebrosa percepção de qualquer existência ecoará indefinidamente pela comunhão espaço-tempo?

A literatura daquela língua morta continuará a ser o amor dos anjos e a dor dos enfermos cibernéticos?

E daí....e daí....que te foste, que irei, que iremos?

E daí que não gostavas de azul e eu de preto? E daí que teu beijo era bom como outro nenhum?

Procurei nas desbotadas letras dos antigos a verdade pendular do vem e vai de almas, aquela autoridade retumbante que eles deviam ter sobre a medieval época dos modernos.

Procurei em meus atos seus gritos, em minhas linhas suas ordens, em minha organização sua sociedade. Encontrei apenas minhas sinapses confusas, perdidas em meio ao idioma dos deuses de hoje que os de ontem ainda não teriam compreendido. Lord, my Lord....Let’s translate the ancient universe! Dobbiamo raccontare oggi la storia italiana in inglese,ma come mai?

A História foi se fazendo naquela língua lá, dos que aprenderam a falar, e se misturando com o sentido dos meus olhos cansados, da minha língua inútil, da minha pouca verdade, da minha época obscura.

Era lá tão histórica aquela conversa...tão histórica como se eu pudesse inventar realidades e prová-las possíveis até nessa ausência de consensos.

O empirismo daqueles filósofos, e a incerteza dos adolescentes apaixonados, tudo triturado pela máquina de contar histórias, pela soberana máquina, que discutia soberania e me fazia sentir pequena.

Lord, my Lord, do you speak English?

 



Escrito por Flávia Donadelli às 00h04
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